O Povo Brasileiro
Documentário
Com direção de Isa Grinspum Ferraz, a série O Povo Brasileiro propõe um mergulho profundo na história do Brasil para falar sobre formações históricas, sociais e culturais que constituem as identidades do povo brasileiro.
A produção aborda desde aspectos dos povos originários até a formação do Brasil enquanto unidade nacional, em uma recriação da narrativa literária da obra homônima escrita pelo antropólogo Darcy Ribeiro.
A produção aborda desde aspectos dos povos originários até a formação do Brasil enquanto unidade nacional, em uma recriação da narrativa literária da obra homônima escrita pelo antropólogo Darcy Ribeiro.
ELENCO:
T1:E1 - Matriz Tupi
Primeiro episódio aborda os povos originários do Brasil, bem como seus aspectos culturais, econômicos e formação étnica anteriores à colonização portuguesa.
Com reflexões do antropólogo Darcy Ribeiro, são relatadas a diversidade étnica das comunidades indígenas.
T1:E2 - Matriz Lusa
A formação portuguesa para o tecido cultural e social brasileiro é analisada pelo antropólogo Darcy Ribeiro neste episódio.
São relembrados fatos sobre as grandes navegações, como o papel das tecnologias navais e o processo amalgamado de formação da nação portuguesa, que estava cercada pelos mouros e pelos castelhanos.
O caminho encontrado pelos portugueses foi o de expandir suas fronteiras para além do mar com conquistas exploratórias em colônias na África e no Brasil.
T1:E3 - Matriz Afro
O terceiro episódio pauta a formação do povo brasileiro a partir da matriz africana e dos povos egressos da África, considerando seus pensamentos, costumes, crenças, artes e rituais.
Com a chegada dos povos africanos, os negros passaram a ser a massa substancial da força de trabalho no Brasil. François Neyt analisa a organização social e religiosa dos povos africanos, relacionados à natureza, comunidade e criação, além de crenças que foram integradas às religiões afro-brasileiras.
T1:E4 - Encontros e Desencontros
Episódio traz extratos do processo de colonização do Brasil, considerando a cultura nacional como uma cultura de retalhos de povos indígenas, portugueses e africanos.
Os saberes e costumes desses três povos resultaram em uma fusão genética, de mestiçagem e espiritual. A formação do Brasil se iniciou em aldeias que, depois, se tornaram vilas para fazer com que o Brasil fosse uma colônia produtiva. Assim, foram iniciadas as colonizações pela força de trabalho e espiritualidades, resultando no regime escravocrata e em genocídio.
T1:E5 - Brasil Crioulo
Este episódio aborda a situação em que viviam os negros retirados da África escravizados no Brasil. Aborda-se a comercialização de escravos na região de Crioula, entre Pernambuco e Bahia, e a organização do prospecto social da casa grande e da figura do senhor do engenho, que criavam uma atmosfera de dominação.
A abolição enfraquece o poder patriarcal e aristocrático, empurrando os negros para situações marginalizadas. No entanto, os negros se reinventaram socialmente e ampliaram o próprio universo cultural em múltiplas áreas como resposta às opressões às quais eram submetidos.
T1:E6 - Brasil Sertanejo
O Brasil sertanejo diz respeito a um povo associado às matizes medievais e à cultura pastoril e agrícola. Esse tipo brasileiro é resultado da mestiçagem de brancos com caboclos ameríndios, sendo representado no imaginário popular pelas obras de Ariano Suassuna e figuras como Lampião e Luiz Gonzaga.
O episódio explora traços do sertanejo como o linguajar nas cantorias e as influências religiosas milenares. Com o aumento populacional do sertão, ele migra aos centros urbanos em grande escala e se divide entre as frentes agrícolas no Sul, a indústria e a construção civil.
T1:E7 - Brasil Caipira
O Brasil Caipira, definido territorialmente por estados pertencentes às regiões Sudeste e Centro-Oeste, criando o modo de vida da Paulistania. A figura do caipira simboliza o homem rural originário da junção de portugueses e indígenas.
Foram se organizando no interior em forma de bairros, mas, apesar de viverem em comunidade, se isolavam de seus pares. Enxotados às cidades, os caipiras passaram a habitar espaços marginalizados e periféricos. A cultura caipira se tornou tão ampla que assimilou diferentes formas, seja na linguagem ou nos costumes.
T1:E8 - Brasil Sulino
O episódio aborda a formação, a catequização e a tentativa de uniformização de indígenas do Brasil Sulino. Diferente do restante do país, que era miscigenado, o sul se diferenciou pela forte presença alemã, sendo segregado do restante do território.
O antigo gaúcho é conhecido atualmente pela figura do peão e pela urbanização que contribuiu para a uniformização dos brasileiros. A difusão das novas formas de comunicação de massa contribuíram para padronizar estilos culturais, o que aumentou a profunda distância social gerada pelo próprio processo de formação de Nação.
T1:E9 - Brasil Caboclo
O episódio aborda a formação étnico-cultural da região da floresta tropical da bacia amazônica brasileira. No curso do processo de ocupação, a mestiçagem de indígenas, brancos e negros, produziu um povo diferente: os Caboclos.
Eles são caracterizados pelo primitivismo de sua tecnologia adaptativa essencialmente indígena. Os conflitos gerados pela exploração de recursos naturais também são abordados. O desenvolvimento econômico da região vinculou a elite brasileira ao território Europeu, dizimou povos indígenas e intensificou o conflito agrário entre povos originários e proprietários de terras.
T1:E10 - Invenção do Brasil
Este episódio discute a formação do Brasil enquanto unidade nacional, constituída a partir de uma síntese única de matrizes diversas e de um processo histórico marcado por conflitos sociais.
O Brasil subverteu o projeto colonial para criar formas próprias de vida dos pontos genéticos, técnicos e simbólicos, mas o processo de criação da unidade nacional ocorreu de modo violento. Isto porque a história do país é marcada por motins, revoltas e guerras que seguiram ao longo da República, tornando o regime instável. O resultado é uma convivência baseada em problemas sociais, políticos e econômicos. Por outro lado, o cenário enriquece as experiências interpessoais e a manifestação da cultura.